26 de dez. de 2015

Não é complicado, é simples. Eu amo essa garota. Eu a amo tanto que sou capaz de deixar ela ir embora todas as vezes que ela precisar. Se ela quiser espaço, se ela quiser um tempo, tudo bem, eu dou. E é pior quando ela fica quieta, quando não diz nada. Daquele jeito de que não se abala por nada que eu diga. Tô sempre no pé dela. Não sei cuidar de mim, mas sempre cuidei muito bem dela. Mas ela é desse tipo, vai me fazer acreditar que sabe se cuidar e que não precisa de mim pra nada. E é exatamente isso que eu gosto nela. Esse charme de independente com uma pitada de que ainda precisa de mim. E ela é muito cabeça dura, quando bota algo na cabeça, ninguém tira. Independente se for só besteira. Pronto. Não troca mais nenhuma palavra comigo, finge que eu nem estou ali. Mas mesmo ela sendo orgulhosa, sei que quando eu levantar a bandeirinha da paz, ela vai estar pronta pra ouvir que eu estava errada e ela certa. Ela diz que é tudo ou nada, ou vai ou fica. E eu fico. E eu sei que sou complicada, impulsiva e difícil de conviver. Não sei tomar decisões sozinha e me comporto feito uma criança na maioria das vezes. Mas eu amo ela. Desse jeito difícil mesmo. Desse jeito que nem eu sei explicar o que é. Ela consegue traduzir até o que eu não digo. É foda, essa menina é um problema. Mas é o meu problema.

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