Eu nem sei por onde começar, mas nunca vou saber se ficar só imaginando e esperando o momento certo ou a próxima crise de pensamentos em forma de looping sobre descobrir o que eu sinto. na verdade, o que eu sinto é fácil, eu amo ela. tá, poderia acabar aqui e ser breve como o que a gente teve, mas calma, é a primeira vez que eu falei isso. tecnicamente, digitei, mas eu não poderia mais fingir ou fugir das duas vozes que habitam a minha cabeça e ficam conversando sobre isso. e desde quando amar alguém se tornou uma coisa dificil de dizer, de deixar sentir, de aceitar? será que é medo ou falta de coragem? ela disse exatamente assim depois da última vez que a gente se viu 'mas é isso. a gente tem que fazer tudo que sente vontade... seguir o coração sempre' acho que isso é uma das coisas que admiro nela, coragem. talvez seja o que falta em mim. ficar perto dela me faz aprender muitas coisas, ver como ela fala sobre amor, família, amigos e pessoas que ela ama, apesar de dizer que o coração é de gelo, me faz enxergar a própria contradição em ação. sabe quando você vê uma coisa, que apesar de contraditória, faz todo sentido? é como algumas vezes eu a vejo. mas isso também me dói em outros momentos, porque eu não consigo entender situações e não sendo capaz de entender, não sou capaz de lidar. eu me considero, cética, eu ja disse isso? no fundo eu não sei se repeti tanto isso que virou uma verdade ou eu realmente me identifico com o significado dessa palavra. mas de qualquer maneira isso é importante, porque quando eu não consigo enxergar uma situação, é muito mais difícil pra lidar. ao mesmo tempo chega a ser algo engraçado já que quando eu tento entender os meus sentimentos, quando eu tento enxergar eles na ótica de tudo ter uma resposta, as vezes, simplesmente nao tem. a terapia me ajuda a organizar toda essa bagunça, me ajuda a olhar com mais carinho para as coisas que eu sinto, para as coisas que me fizeram ficar, mesmo não conseguindo explicar, mesmo sem uma resposta, apenas, aceitar e perceber que nem toda pergunta tem uma resposta. na verdade, a maioria das perguntas não tem uma única resposta, como poderia também... então hoje, esse é pra olhar pra dentro e deixar registrado que é verdade, eu amo ela assim como também é verdade que eu não sei explicar exatamente como aconteceu e porque ficou aqui.
still in love
5 de jun. de 2023
26 de dez. de 2015
Não é complicado, é simples. Eu amo essa garota. Eu a amo tanto que sou capaz de deixar ela ir embora todas as vezes que ela precisar. Se ela quiser espaço, se ela quiser um tempo, tudo bem, eu dou. E é pior quando ela fica quieta, quando não diz nada. Daquele jeito de que não se abala por nada que eu diga. Tô sempre no pé dela. Não sei cuidar de mim, mas sempre cuidei muito bem dela. Mas ela é desse tipo, vai me fazer acreditar que sabe se cuidar e que não precisa de mim pra nada. E é exatamente isso que eu gosto nela. Esse charme de independente com uma pitada de que ainda precisa de mim. E ela é muito cabeça dura, quando bota algo na cabeça, ninguém tira. Independente se for só besteira. Pronto. Não troca mais nenhuma palavra comigo, finge que eu nem estou ali. Mas mesmo ela sendo orgulhosa, sei que quando eu levantar a bandeirinha da paz, ela vai estar pronta pra ouvir que eu estava errada e ela certa. Ela diz que é tudo ou nada, ou vai ou fica. E eu fico. E eu sei que sou complicada, impulsiva e difícil de conviver. Não sei tomar decisões sozinha e me comporto feito uma criança na maioria das vezes. Mas eu amo ela. Desse jeito difícil mesmo. Desse jeito que nem eu sei explicar o que é. Ela consegue traduzir até o que eu não digo. É foda, essa menina é um problema.Mas é o meu problema.
Assinar:
Postagens (Atom)