"Ontem a noite eu conheci uma guria que eu já conhecia..."
O meu ontem tem 210 dias e há exatamente 210 dias atrás eu nem imaginava o que que 2012 me traria. Há mais ou menos 5040 horas eu estava em um bar com alguns amigos brincando de promessas para o novo ano, jurando que não me apaixonaria por ninguém tão facilmente, que não ficaria com ninguém que não morasse pertinho de mim e que principalmente não cometeria de novo a babaquice que é ficar com um menino e me sentir uma estranha no dia seguinte. Horas antes disso, tinha alguém fazendo drama em uma rede social, reclamando que "só porque tinha se mudado pra cá ninguém mais saia" pensando que o mundo gira ao seu redor. Tava certa, foi naquela hora que mudei todos os meus planos pra aparecer no mesmo lugar que ela, só pra ver aquele sorriso de novo bem perto do meu. Comecei então a noite ganhando na sinuca e virando as boas pingas pra seguir, depois de quase morrer da ultima vez que apareci por lá, pra boate. Na minha cabeça me passava um pensamento, vez ou outra quando me desligava das boas músicas, sobre quão timida eu ficaria quando ela chegasse, mas perae, meu telefone tocou e vamo lá. Levei um amigo assim como ela e como previsto, nem conseguia olhar aquele rosto direito, comecei a introsar com o amigo. Com certeza, naquele e em muitos outros dias, eu troquei mais palavras com ele do que com ela. É dificil conversar com alguém que toma sua atenção só no olhar, que parece te hipnotizar de uma forma que abrir a boca parece patético, desnecessário, estranho.. Nem nós mesmas tínhamos ideia do que ali, naquele dia, começava. Desde aquele momento, talvez um pouco antes, um pouco depois, percebi que seguir o que eu sentia não seria tão mal assim, que agir sem pensar não seria errado e que me deixar levar talvez seria o que a gente chama de felicidade. E, digo, pensar demais faz a gente desistir. Foi quando eu decidi que eu faria o que desse, foi quando ficar outra e outras vezes com ela começou a parecer a coisa mais óbvia a fazer, quando o que a gente tinha cresceu de não caber mais ali, naquela boate. E então foi aí que comecei a arrumar qualquer desculpa só pra ver ela de novo, a ter coragem de encarar aqueles olhos, a falar sem ter medo das palavras, a mostrar quem eu realmente sou e me entregar. Foi aí, nesse espaço incerto de tempo, que eu me fiz tão dependente e roubei aquele coração pra mim, de pouquinho em pouquinho pra cuidar desde então até enquanto for verdadeiro, pra sempre.
Nenhum comentário:
Postar um comentário